NONECO e Cerevisia. Caatinga Rocks e Raffe. É o Nordeste aprontando!

Por Nadhine França 

Depois do aniversário da Raffe, que teve várias ótimas cervejas do Nordeste. Mais dois eventos corroboraram para que, além do visível crescimento do mercado pernambucano, batesse aquele misto de orgulho com constatação: estamos evoluindo. E rápido.

O encontro Norte, Nordeste e Centro-oeste aconteceu na cidade de Maceió, minha sereia! Terra das premiadas Caatinga Rocks e Hop Bros. Mostrou que além de praias maravilhosas, a galera já tá fazendo cerveja muito boa.

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No evento rolou uma série de palestras com Igor Pourro, falando sobre a água cervejeira, Rodrigo Campos dando dicas sobre como fazer uma sour campeã, Lucas Domingues enumerando as IPAs e suas técnicas e Daniel Bode falando sobre estabilidade de espuma e sensorial e coloidal. Palestras de alto nível e super necessárias. Hoje os caseiros precisam muito de um maior conhecimento sobre passos mais avançados do que simplesmente deixar a levedura ter o trabalho árduo de transformar aquele mosto feito de qualquer jeito em cerveja.

Ainda rolou um Curso de análise sensorial com Rafa De Conti extremamente necessário para todo profissional do ramo cervejeiro.

E no sábado… a festa! Open bar com as cervejas dos Acervianos do Norte, Nordeste e Centro-oeste. A banda de cervejeiros caseiros deu um show incrível!

Os medalhistas foram:

Alemã
PRATA – Ricardo Zanata (Acerva Candanga)
BRONZE – Bruno Rocha (Acerva PE)
Inglesa
BRONZE – Erivaldo Casado (Acerva Candanga)
Americana e Catharina Sour
BRONZE – Carlos Monteiro (Acerva Potiguar)
PRATA – Rodrigo Campos (Acerva Alagoana)
M. Honrosa – Jesuino Neto (Acerva Cearense)
Belga
Não houve medalha
BOS
Catharina Sour (Rodrigo Campos. Acerva Alagoana)

Eventos

Já o Cerevisia é o evento anual da Acerva Paraíba. Esse ano foi o primeiro com congresso e concurso de caseiros. Tudo feito com muito amor. Adoramos participar super de perto de todo o processo. E esperamos ansiosamente os próximos!

O mais legal de participar desses eventos é rolar toda essa proximidade entre os caseiros de todo o nordeste. Isso é muito importante pro crescimento do movimento como um todo.

Nesse meio tempo conhecemos o TapRoom da cervejaria Caatinga Rocks. Lugar com a decoração super bacana, atendimento muito simpático. As brejas, vocês já devem conhecer né!? A Serelepe ganhou prêmio de melhor cerveja do país na Copa da Cerveja POA. A Zumbi esteve no ultimo QMTP e arrasou corações. É sempre surpreendente uma Stout com uma refrescância, a Tropical Stout leva adição de nibs de cacau, coco queimado e hortelã, e no final do ano passado eles lançaram uma versão envelhecida em barrica de cachaça (carvalho) por seis meses com adição de goiaba na fase final de maturação. Mas minha nova paixão deles é a Twist and Sour uma Gose com limão siciliano, limão taiti, laranja bahia e sal rosa, eu falei: S-A-L-R-O-S-A!!! Ela sozinha já é uma delícia…mas com gin então….fica divino!

A Raffe que nós já falamos aqui quanta cerveja boa tem lá, vai realizar mais uma festa neste sábado 19/01 no Covil a Raffe Summer Fest! O evento promete ser incrível! Com muita música boa, comidinhas da Chiberium e Milliways, e claro… cervejas! Terão cervejas exclusivas do evento de cervejarias convidadas e algumas de linha da cervejaria. E com preços mais incríveis ainda…todas as cervejas custarão 7 ou 10 reais o chope!!!

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E você pode comprar o ingresso por AQUI. E é claro que eu vou estar lá!!!!!! Vamossimbora!?

A Caatinga Rocks e a Raffe são cervejarias parceiras desse Que Malte Pergunte… e Que Malte Pergunte… você já comprou seu ingresso???? Tá vacilando! Compra AQUI!

Te esperamos nessa festa linda que estamos preparando com muito amor e ansiedade.

Beijos salgados!

 

Encontro Nacional das Acervas – BH 2018

Por Nadhine França ❤

Esse ano o Encontro Nacional da ACervAs foi na terra maravilhosa: Beagá. Quem lembra do evento do ano passado, sabe o quanto foi bom e o trabalho que a ACervA mineira teve pra entregar um evento à altura. E assim o fez.

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Se você ainda não sabe o que é uma Acerva, a Associação de Cervejeiros Artesanais é uma entidades sem fins lucrativos e de abrangência estadual. E unificando todas as Acervas brasileiras, temos a Acerva Brasil, que promove encontros periódicos nas quais os membros de cada região confraternizam e trocam informações.

A parceria da Acerva MG com o Hotel Holliday Inn, além de proporcionar um conforto na hora das palestras, coffee breaks incríveis, teve um atendimento ótimo e o hotel é super organizado.

Se não tem mar, tem bar

Em minas a máxima “Se não tem mar, tem bar” é levada bem à sério. E uma das formas legais de conhecer vários bares é fazendo um “Pub Crawl”, onde um grupo de pessoas faz um tour guiado visitando vários bares e tomando pelo menos uma cerveja em cada um. A ACervA mineira organizou dois dias de visitas à bares e à cervejarias.

Além disso, fez parceria com vários dos bares locais para os Acervianos terem descontos ou promoções especiais. Entraram nessa lista:

Wäls GastroPub, Casa OLEC, Lamas, Uaimii, BeerStock, Mr. Hoppy, Fürst Tap Room, Rhara Growler Station, Meat Please, Sväten Mugg, Stadt Jever, Hofbräuhaus, Jacinta, Dobeer e Köbes.

Deu pra entender o tamanho da bronca de visitar esses lugares em tão pouco tempo, né? É…não deu. Mas deu pra visitar muita coisa e logo sai um post sobre alguns dos lugares mais legais de Beagá.

As rotas foram em bairros da cidade de Nova Lima, vizinha de Belo Horizonte, onde se localizam uma super concentração das cervejarias.

Rota 1:
Ateliê Wäls (Olhos D’água)
Cervejaria Krug Bier (Jardim Canadá)
Cervejaria Vinil (Jardim Canadá)

(Clique na seta para passar as imagens)

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Rota 2:
Cervejaria Backer – Pátio Cervejeiro ( Oolhos D’água)
Cervejaria Küd (Jardim Canadá)
Cervejaria Verace (Jardim Canadá)

Bônus: – Cervejaria Koala (Jardim Canadá)

O BeerCrawl foi o mesmo roteiro dos 2 dias – 19:30 às 1:00 por BH mesmo, saindo do Hotel parceiro e passando pelos:
Lamas Brew Shop
Casa Olec
Beerstock

(Clique na seta para passar as imagens)

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A festa foi incrível. Num lugar mais afastado chamado Macacos, fomos até o bar do Marcinho. Onde todos os Acervianos se encontraram para confraternizar e distribuir os prêmios para os ganhadores do concurso.

Nem tudo são flores

Esse ano infelizmente não mandamos nenhuma amostra. Apesar de ter feito três brassagens pensando na festa, após degustá-las julgamos não estarem à altura de concurso… pois é, shit happens pequenos problemas no processo causaram alguns defeitos indesejados e isso só nos motiva a querer aprender sempre mais.

Mais festa…

Mas voltando pra festa… Foram três ônibus e algumas vans para nosso translado. Foram 58 bicos com muita cerveja dos caseiros e das cervejarias parceiras, duas bandas tocando o mais clássico do rock’n roll, comida típica mineira à vontade do inicio ao final da festa e muita, muita animação!

Concurso

Foram 521 amostras recebidas e divididas entre os 54 juízes que julgaram no concurso. Trabalho duro pra eles!

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Vale citar que o cervejeiro caseiro da Acerva PE, Dalison Costa, o neguim, ficou em 3º lugar no estilo English Porter. Parabéns, Dalison!

Mais festa…

No domingo ainda teve o churrasco dos sobreviventes. Com muita cerveja novamente e uma galera animada até o último dia.

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Fotos e vídeos de Giovanni Presotti (Obrigada, Giovanni! ❤ )

Próximo Nacional será em…?

O próximo encontro é no Espírito Santo e já estamos ansiosos para esse evento maravilhoso! Iae! Quem vai?

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Beijos carbonatados!

Evento: A La Belle D’Jour da Hoptoberfest 2015 da ACervA-PE

❤ Por Maria Bonita Beer

Olá pessoal,

Hoje a gente veio comentar um pouco sobre a nossa trajetória para a produção de 80 litros de uma English Brown Ale que a gente tem chamado carinhosamente de La Belle D’Jour!

Foto tirada por Mário e publicada no UNTAPPD
Foto tirada por Mário e publicada no UNTAPPD

Tudo começou quando soubemos a data da Hoptoberfest, a festa da ACervA-PE que difunde a cultura cervejeira no nosso estado. Apesar do foco da confraria não ser a produção de cerveja artesanal, nós bem que gostamos da ideia de produzir uma cerveja 100% feminina para o evento.

Após uma reunião, o estilo escolhido foi o Brown Ale. Mas queríamos fazer com levedura inglesa. Estudamos o BJCP, lemos vários livros sobre o estilo e estudamos algumas receitas. Fizemos um briefing do que queríamos na cerveja e elaboramos a primeira receita. Mas a gente também queria acrescentar damasco na cerveja. Para que ela ficasse elegante o suficiente.

Primeiro teste foram 20 litros. A cor ficou lindaaaaa. Atingimos 3% de álcool (era para ser leve e fácil de beber). Os feedbacks pediam mais corpo e mais álcool. Mudamos a receita. E fizemos a brassagem para 80 litros de cerveja. A ideia agora era apresentar 20 litros com damasco e 60 sem damasco.

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Brassagem teste (20 litros)
Brassagem para 80 litros. Pense numa panela grande!
Brassagem para 80 litros. Pense numa panela grande!
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Quem disse que a gente não levanta peso? E ainda tem que sorrir e fazer pose viu!

Testamos fazer o extrato. A fruta fresca era difícil de encontrar e a seca não transferia sabor suficiente. O extrato não ficou aromático. “Então é melhor não usar”, decidimos. 80 litros de English Brown Ale estavam quase prontos, mas ainda precisava carbonatar.

Nesse meio tempo, criamos o nome, elaboramos a arte do nosso banner. Tudo lindo? Tudo lindo!

Um dia antes do evento, a carbonatação, que verificamos bebendo direto do keg, estava ok! Porém no dia do evento, já na chopeira, deixou a desejar. Uma pena! =(

Mas o evento foi ótimo! Gente bonita, música boa, comida excelente, elogios sobre o sabor da cerveja e críticas (educadas e gentis) sobre a lamentável carbonatação. Conhecemos várias meninas. Fizemos contatos com gente importante no cenário da cerveja brasileira. Reconhecemos outras que víamos apenas no espaço virtual. A Hoptoberfest é sempre um evento contagiante. Tão bom estar perto de pessoas que compartilham do mesmo amor à cerveja!

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Confreiras ❤
Murilo Foltran (Cervejaria DUM)
Murilo Foltran (Cervejaria DUM)
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Chico Seegmueller (BASTARDS)
Luiz Picelli e Thiago Golin do Cervejaterapia
Luiz Picelli e Thiago Golin do Cervejaterapia

Agradecimento especial a Hamilton e Luiz Picelli por todo apoio que nos deram, a galera que postou foto no Untappd, ao pessoal dos feedbacks tanto no evento, como no Growler Day da Cibrew que tivemos o prazer de participar e as confreiras da Maria Bonita que se articularam como ninguém para que a cerveja saísse do papel!

Foto tirada por Marco e publicada no UNTAPPD
Foto tirada por Marco e publicada no UNTAPPD

O legal de fazer cerveja é sempre a história que ela nos proporciona contar!

Beijos lupulados!

Happy Hour Maria Bonita Beer | Shopping Recife

Por Patrícia Sanches

Olá cervejeiras!

Passando rapidinho apenas para registrar que nessa última sexta-feira (06/08) foi o dia de sair do trabalho e encontrar as “confreiras”  no Happy Hour das Maria Bonitas e conversar um monte de coisas.  Teremos muitas novidades nos próximos meses. Fiquem ligadas.

O Happy Hour aconteceu no Evento Cervejas do Mundo que está rolando na 5ª etapa do Shopping Recife. Dias de sexta-feira tem uma bandinha e você pode tomar uma boa cerveja com as amigas.

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Não deixem de curtir a nossa página no Facebook para acompanhar as novidades e a mais recente #agendacervejeira onde os bares e restaurantes de Recife nos informam qual é a boa da semana para tomar uma cervejinha com as(os) amigas(os)!

IMG_5522Beijinhos carbonatados,

Paty

II Encontro Aberto – Maria Bonita Beer

Olá cervejeiras! Tudo bom?

O I Encontro Aberto para degustação e estudo de três rótulos foi muito divertido. Degustamos e estudamos estilos como: Weiss, Red Ale e  Sweet Stout. Foi uma noite super agradável e contou com a parceria do Marc et Louis e sua carta de cervejas artesanais.

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I Encontro Aberto Maria Bonita Beer no Marc Et Louis

Adoramos tanto que vamos repetir a dose. Dessa vez será a noite das Cervejas de Trigo. E então convidamos vocês a participarem conosco de mais um encontro das confrades da Maria Bonita.

As informações estão no banner abaixo. Dessa vez estamos contando com a parceria do Capitão Taberna. Para participar, basta nos enviar um email confirmando a sua presença no evento, juntamente como seu nome completo. Temos poucas vagas. Então corre lá e envia um e-mail para: mariabonitabeer@gmail.com

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Nos vemos lá então tá?

Não esquece de curtir a fanpage no Facebook da confraria para receber as notícias quentinhas sobre onde estamos, o que aprontaremos e a mais recente #agendacervejeira de Recife.

Beijos carbonatados,

Paty e Gabi

Conta pra gente! #TarsisPatini

❤ Por Gabi Ramos

Existe muito interesse no processo de produção da cerveja. É até fácil encontrar blogs e artigos sobre isso, mas poucas pessoas conhecem de perto quem faz! E essa foi nossa ideia, trazer pra vocês um pouco de histórias e curiosidades de alguns amigos cervejeiros.

Buscando sempre agregar mais conhecimento, incentivar quem está começando e quem está decidindo qual o próximo passo que vai dar.

Espero que vocês gostem!

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Tarsis Santos Patini

Formação

Bacharel em Química pela UEL, técnico cervejeiro pelo SENAI- Vassouras, cervejeiro artesanal, sommelier de cervejas pelo ICB, mestre em estilos pelo ICB (rsrs, nessa ordem cronológica mesmo).

O que faz e o que já fez

Atualmente sou um dos cervejeiros da Cervejaria Premium Paulista (CEPP), lar da Cerveja Madalena; Já trabelhei como cervejeiro responsável pela Cervejaria Theodora, um brewpub em Santo André.

Como começou sua história com a cerveja?

Essa história é um pouco longa, mas vale a pena! Tudo começou em 2007, meu primeiro ano da faculdade, tinha acabado de me mudar para Londrina, e morava em um condomínio universitário ao lado da faculdade. No mesmo mês em que me mudei, abriu um bar em frente o prédio que eu morava, um bar/restaurante familiar, e aos finais de semana serviam almoço (churrasco) e era muito barato, na algo em torno de R$5,00 a vontade, e sempre tinha algumas duplas sertanejas que tocavam, o que fazia ter disputa pra conseguir um lugar para sentar e almoçar.

Me lembro como se fosse hoje, um domingo muito quente, e como eu tinha amizade com o dono do bar, cheguei atrasado, peguei uma mesa e sentei mais afastado do bar, sempre tomando cerveja, claro, foi aí que percebi, olhei pra todas as mesas, e em todas tinha cerveja, nessa hora que resolvi juntar o útil ao agradável, já que estudava Química, e essa parte de bebidas estava dentro da minha área, decidi que queria trabalhar com cerveja neste dia, e a partir daí comecei a procurar cursos, pós graduação nessa área, e foi quando encontrei o curso do SENAI. Passaram os anos, me formei e voltei para São Paulo, tentei arrumar emprego em qualquer área relacionada a minha formação e não consegui nada (Graças a Deus!). Foi então que voltei pra Londrina para buscar meu diploma, e um amigo conversou comigo sobre aquele curso de cerveja do Rio de Janeiro, que até então eu tinha esquecido e fomos atrás de data para inscrição e tudo mais. Na época, eu estava desempregado, sem dinheiro, mas quando tudo conspira ao seu favor, fica difícil não dar certo! Uns meses antes, uma tia-avó minha faleceu, ela não teve filhos, e deixou a herança para os sobrinhos… acabei recebendo minha parte, e quando fui perceber, era exatamente o valor do curso de cervejeiro do SENAI, não tive dúvidas e entrei de cabeça nesse mundo da cerveja! Mesmo sem ter nenhum conhecimento sobre a cerveja, produção, etc. Digo que foi um tiro no escuro que eu dei, e que acabei acertando na mosca!!

Você fez o curso técnico em cervejaria no SENAI/RJ, qual a importância disso pra sua carreira?

O curso técnico do SENAI foi fundamental para eu me tornar o profissional que sou hoje! O curso é bem dividido, professores com muita vivência na área, sem contar a infra estrutura que impressiona qualquer um. Por ser voltado para industria de grande porte, a carga de conhecimento prático e teórico é muito boa, não deixando a desejar.

Dentre os estilos que você produz hoje na cervejaria, existe um que seja seu xodó?

Eu gosto muito de produzir IPA, assim que entre na CEPP me deram a missão de desenvolver uma IPA para o portfólio da cervejaria, e por ser minha primeira cria aqui, gosto muito de produzi-la, sem contar o aroma maravilhoso que fica na cervejaria quando faço a adição dos lúpulos na fervura!

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Qual a cerveja que te cativou? O que fez você realmente se interessar pelas cervejas especiais?
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A cerveja que me cativou é a Schneider-Weisse Tap X, uma cerveja de tirar o chapéu para os alemães
O que me fez interessar pelas cervejas artesanais, é poder fazer a cerveja como ela tem que ser, sem adição de químicos, estabilizantes, respeitando o tempo dela, o resultado é muito satisfatório.
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Qual a cerveja que não pode faltar na sua geladeira?
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Uma cerveja que não falta na minha geladeira, é a Ballast Point Sculpin, acho uma cerveja sensacional!!
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Você falou pra gente que fez o caminho inverso da maioria das pessoas, começou a trabalhar em uma cervejaria pra só depois passar a produzir em casa. Qual a sua mensagem pra quem está começando hoje? 
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Muito estudo!! Comece por levas menores, no inicio podem acontecer alguns erros de processo, mas não deixe isso desencorajar para a próxima produção. Conversem bastante com quem também produz em casa, troquem informações, assim todos crescem juntos!

Meu Instagram Cervejeiro Viu…? #02

❤ Por Gabi Ramos

Hoje é minha vez de mostrar a vocês um pouco mais do meu instagram.

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Essa foto é a primeira, pois foi quando eu decidi ir atrás dos meus sonho, dar o pontapé inicial e depois de muita pesquisa descobri o curso de cerveja artesanal ministrado aqui em Recife pelos meninos da ACERVA-PE e fiquei ainda mais animada pra ir além.

 

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Essa foto foi o último de aula do curso de Beer Sommelier que fiz pela ABS-SP com os grandes mestres Kathia ZanattaAlfredo Luis Barcelos Ferreira. Esse curso apenas me encantou mais, pois poder estudar as escolas cervejeiras, serviço, harmonização e tudo mais com profissionais tão capacitados, que passam pra você a paixão pela cerveja é incrível.

 

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Essas fotos representam um pouco do curso técnico em cervejaria que fiz no SENAI, na cidade de Vassouras-RJ. Foi a decisão mais difícil que já tomei na vida, pois tive que deixar minha filha com apenas 1 ano e 5 meses e ir morar em outra cidade. Mas eu digo, valeu todo sacrifício, cada dificuldade, cada lágrima de saudade. Ser técnica em cervejaria hoje é um sonho realizado, aprender todo o processo e análises de uma cervejaria desde o processo de malteação até o envase, poder fazer minha própria cerveja e entender tudo que acontece durante o processo é inexplicável. Acredito que foi a maior realização da minha vida.

 

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Essa foto sou eu e meus estagiários rsrs envasando nossa primeira cerveja, uma American Pale Ale que ficou massa (embora fora do estilo)! Eu canso só de lembrar da nossa primeira brassagem, tivemos todos os problemas que você puder imaginar foram quase 12 horas de trabalho, mas no fim quando conseguimos degustá-la foi só alegria.  Esses meninos eu conto pra todas as horas, sempre que a Love&Hops cervejaria entra em ação é diversão garantida. E sim, eu faço cerveja cerveja em casa, mesmo não sendo meu foco, eu gosto mesmo é de cervejaria industrial =P

 

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Essa foto eu gosto. Foi um trabalho muito legal que fiz pra AMBEV, onde eu dava treinamento em restaurantes ensinando à brigada o processo de produção da cerveja e serviço, que é uma coisa que adoro. Saber servir é fundamental. Aprendi bastante sobre a história da Stella Artrois e conheci muita gente bacana nessa jornada.

 

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A primeira foto oficial das Marias Bonitas, um evento muito legal no carnaval regado a cervejas artesanais. Eu tive que falar dela não só por marcar nosso inicio, mas porque tenho que lembrar a Paty que ela é a Maria e eu, a Bonita! rsrs

 

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Por fim, uma foto com Cilene Saorin, mestre cervejeira e Beer sommelier em quem me inspiro muito, quando ainda não sabia por onde começar, descobri sua história e me encorajei a entrar nesse mundo das cervejas. Fiquei ainda mais encantada quando em visita ao EAP, encontrei com ela que mesmo com todo seu conhecimento e status parou e passou quase meia hora conversando comigo, alguém que não sabia nada, mas ela fez questão de dar toda atenção e apoio. Fiquei encantada e todas as outras vezes que tive o prazer de encontrá-la não foi diferente, toda educação e simpatia do mundo.

 

Todas essas pessoas que estão nas fotos contribuíram de alguma forma para a criação da Maria Bonita Beer, pois seja em rápidos momentos, longas aulas ou um ano juntos me ensinaram e mostraram que cerveja não é uma bebida banal, mas sim um liquido encantador envolto por tanta história e cultura.

 

Se você curtiu saber um pouco mais, assim como eu curti relembrar esses momentos, passa lá no meu Instagram e vê um pouco mais do meu “universo beer”.

 

Prosit!

 

 

Meu Instagram Cervejeiro Viu…? #01

❤ Por Patrícia Sanches

Estava eu passeando pelo blog Ideias de Fim de Semana, quando me deparei com uma postagem bem legal da Ana Terra sobre as fotos do Instagram dela. Ai resolvi criar esta coluna inspirada na dela, mas focada em observações do meu Instagram cervejeiro. Pois a graça do blog é que a gente pode escrever bem mais que no Instagram né? Vamos lá?

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Eu declarando todo meu amor pela Octoberfest da Samuel Adams no Instagram. A cerveja que eu mais tomei durante a Lua de Mel nos acampamentos e nas fogueiras que fazíamos no Yosemite Park – CA. ❤ Trouxe duas na mala e elas hamonizaram super bem com um balde de pipoca e um filminho em um dia chuvoso com o maridão no sofá.

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Inauguração dos rótulos da Cervejaria Jambreiro no Apolo Beer Café! A história dessa cerveja é bem legal e tem tudo a ver com essa cachorrinha Nina do rótulo. A Nina acompanhava o Humberto (mestre cervejeiro da Jambreiro), em toda brassagem e ficava à na porta, esperando ele terminar de fazer cervejas‬, para poder brincar de bolinha com ele. A Nina infelizmente faleceu bem no dia que Jambreiro conseguiu o registro do MAPA, que é um marco importante para qualquer microcervejaria. =(

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Já esta foto foi outro dia que eu estava de bobeira neste lugar tão legal que é o Apolo Beer Café e ai o Raphael (um dos sócios do Apolo) me perguntou se eu já conhecia a Anunciação IPA da Tupiniquim. Eu disse que não e tive uma grata surpresa, pois adoro IPAs e essa é realmente muito boa! Adoro ir no Apolo porque me faz sentir dentro do Central Perk de Friends ou no Mclaren do How i met your mother. ^^

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Essa foi na minha primeira brassagem encomendada (phyna) de uma cerveja de trigo que chamamos carinhosamente de Patt Weiss. É a segunda vez que faço ela e em todas as tentativas deu muito certo. Consigo notas de bananas bem fortes e o Lu sempre acha um sabor de cravo no meio (acho que é amor  demais<3 ).

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Essa foto foi bem especial ❤

Foi o dia em que comemorei com o Lu, 7 meses de casados. Nosso casamento foi um dia tão especial regado a cerveja artesanal que as nossas bodas mensais não poderiam ser comemoradas de outra forma. Estávamos no Cenário Cuisine Bistrô, uma creperia bem charmosinha na Cidade Universitária que vende cervejas especiais e crepes com nomes de filmes. E a cerveja era uma IPA Hop da cervejaria Burgman, porque sou dessas que acham uma IPA refrescante e feliz.

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Essa é a minha Belgian Pale com raspas de limão siciliano e Pimenta Habanero. Minha mais nova criação (que tá me dando um trabalho triste rs).

Essa foto foi tirada em um final de semana de brassagem para o concurso nacional das acervas. Até o presente momento ela já maturou e estava super transparente e  com uma cor alaranjada lindaaaa. Do jeitinho que eu queria. O sabor e o aroma bem característico do estilo, mas o ardor/queimação/picância  ainda não foi atingido do jeito que quero. Os procedimentos até então foram os seguintes:

  1. Durante a fervura coloquei pedaços da pimenta picada (sem sementes). Maturou e não pegou. Mas reservei uma parte em garrafa, porque vai que contamino com o próximo experimento né?
  2. Depois da maturação fervi uma “spice bag” com pedaços de duas pimentas + sementes e fiz um “dry hopping” de pimentas rs.  Achei que ficou um pouco turva, mas não alterou sabor e aroma. A picância ainda não foi atingida.
  3. Avacalhei e coloquei 4 pimentas picadas e maceradas com suas respectivas sementes. Fervi em uma panela com bem pouca água e ninguém conseguia entrar mais na área da “cervejaria”. Meu rosto queimava, espirrei 20x seguidas em 5 diferentes momentos. Minha roupa tinha pimenta, meu cabelo tinha pimenta e até hoje (2 dias depois) ainda tenho alguma pimenta nas unhas uhauahuaha. Ainda não sei se funcionou, mas vamos rezar para que sim né?

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Este foi um dos encontros que a ACervA-PE promoveu no bairro da Torre, dentro do Open Time. É sempre muito divertido encontrar os amigos cervejeiros, se gabar da sua cerveja-filha que desta vez ficou boa, carbonatada, linda, aromática e não contaminou! o/

E o que dizer dessa foto?

  • Que tava beeem frio na Beer Cave do Open Time.
  • Que eu Gabi demoramos muito para escolher entre as dezenas de rótulos que tem ai dentro (e passamos frio kkk).
  • Que a mais bonita das Marias Bonitas sou eu.
  • E que não há nada melhor que ficar ligeiramente “feliz demais” bebendo a sua própria cerveja e a dos colegas artesãos.

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Essa foto tem apenas dois objetivos:

1. Mostrar minhas lindas e frescas unhas pintadas em degradê de lilás até roxo. As manicures ficam loucas comigo quando chego com essas ideias “doidera”. kkkkk

2. Mostrar o meu gadget cervejeiro preferido que é este abridor de garrafas da Imaginarium que eu dei para o Lu de presente a muito tempo atrás e que quase não amassa as minhas tampinhas colecionáveis. ❤

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E por fim e não menos importante, tem essa foto sem filtro. Este foi um brejadeiro (brigadeiro de cerveja) que fiz com uma cerveja preta que eu e o Lu estamos preparando também para o concurso nacional das acervas, uma Russian Imperial Stout. Ela não estava carbonatada ainda, então peguei o extrato e misturei com o leite condensado. O cheirinho que espalhou pela casa foi surreal de tão bom. Assim que eu melhorar a receita (com as quantidades certinha de cada coisa) eu posto por aqui no blog.

Espero que tenham gostado de viajar comigo no meu Instagram cervejeiro.

Segue lá @patriciapersi

Beijos carbonatados, Paty!

10º Concurso Nacional das ACervAs

❤ Escrito por Patrícia Sanches

Olá pessoal, tudo bem?

E ai? Quem vai participar do 10º Concurso Nacional das ACervAs em Porto Alegre??? o/

Fonte: Divulgação Acerva Gaúcha
Fonte: Divulgação Acerva Gaúcha

Se você é cervejeira(o) caseira(o), não pode perder essa! O evento acontecerá em Porto Alegre-RS nos dias 4 a 6 de junho. As inscrições (aqui) para o concurso das melhores cervejas artesanais do país estão abertas desde o dia 13 de abril, e serão encerradas no dia 22 de maio, às 23h:59min. O recebimento das amostras começam dia 27 de abril, às 08h:30min, e termina dia 29 de maio, às 18h:00min e custam R$50,00 por cerveja inscrita.

O regulamento (aqui ) do concurso está baseado na metodologia e nas diretrizes de estilo do BJCP, mas para se inscrever você deverá ser uma cervejeira(o) caseira(o) e ser associada(o) a alguma Acerva do Brasil.

Já temos uma cerveja  pronta para enviar e eu já estou matutando outra com meu marido, bem massa para concorrer! O legal desses concursos é que eles geralmente emitem um parecer sobre sua cerveja, o que pode ser muito útil para você saber os pontos fortes e onde poderia melhorar. E vai que você ganha o prêmio não é verdade? 😀

A Cervejaria Patt Lou (que ainda é caseira, mas está engatinhando para virar uma microcervejaria em PE) ganhou um prêmio nas duas últimas edições do concurso nacional. E modéstia à parte, as cervejas foram feitas de primeira, sem teste antes. ^^

Mas corre que a organização do evento informou que quando chegarem a 600 inscritos irão encerrar as inscrições para o concurso. Vamos lá e a gente se vê em Porto Alegre!!! 😉

Mais informações acessem o regulamento (aqui).

Beijos carbonatados, Paty!