Aprenda a fazer cerveja com mulheres cervejeiras DE VERDADE!

Se você encontra uma mulher, protagonizando a produção da sua própria cerveja, é quase impossível não se sentir motivada a experimentar um pouco desse universo. E foi assim que várias de nós da Maria Bonita fomos nos agregando em torno desse líquido sagrado, dessa bebida tão social.

Mas onde encontrar mulheres dispostas a nos ensinar sobre cervejas? A Maria Bonita surgiu para fazer esse papel de trazer uma representatividade na cerveja. E durante muito tempo fomentamos vários eventos, cursos, palestras.

Graças a Deus que as coisas vão se multiplicando, evoluindo, a palavra vai sendo espalhada. E hoje temos orgulho de dizer que temos, no Nordeste, uma escola cervejeira incrível, com protagonismo feminino. E não é de hoje que a gente declara nosso amor pelo Insituto Ceres de Educação Cervejeira.

Chiara Rêgo Barros e Patrícia Sanches são duas mulheres cervejeiras profissionais que comandam o Instituto Ceres. A escola que era essencialmente presencial, durante a pandemia, precisou se reinventar e tem conseguido adaptar com excelência o seu modo de ensinar cerveja.

Depois de criarem um livro para apresentar o Universo Cervejeiro para iniciantes, curiosas, apaixonadas por cerveja, o e-book Manual do Universo Cervejeiro, recentemente lançou o curso mais esperado do ano: FAÇA SUA PRÓPRIA CERVEJA.

Clique aqui e saiba mais sobre o e-book Manual do Universo Cervejeiro.
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Nesse curso, você aprende a fazer cerveja por meio de vídeo-aulas, textos, materiais técnicos, um guia de com mais de 140 páginas com tudo que você precisa para fazer cerveja no conforto da sua casa. Tá achando pouco? Então confere a lista de materiais extras:

Materiais extras:

  • [Planilha] Lista de equipamentos para BIAB e para fundo falso ou bazooka
  • [Planilha] Checklist pré-brassagem
  • [Planilha] Acompanhamento da brassagem
  • [Tabelas] conversão de unidades
  • [PDF] Receita detalhada de uma IPA
  • [PDF] Receita detalhada de uma APA.
  • [PDF] Receita detalhada de uma WEISS.

Então meninas, é isso. Como o próprio Instituto Ceres diz: “Não há nada mais revolucionário do que fazer a própria cerveja em casa. A possibilidade de escolher beber a cerveja que você quer e não a que está disponível na prateleira é um movimento empoderador!”.

Fiquem agora com esse vídeo em que fizemos a nossa primeira cerveja premiada! Uma Brown Ale (que a gente tem chamado carinhosamente de La Belle D’Jour) para participar do concurso da ACervA-PE.
Ahhh e tem esse também em que fizemos uma cerveja histórica para a maior brassagem coletiva do mundo pela Pink Boots Society.

E se você é mulher e quer entrar para a comunidade da Maria Bonita Beer, acessa nosso instagram e manda uma mensagem pedindo pra entrar. É grátis e super acolhedora.

Boas cervejas!

Marketing é importante para negócios cervejeiros?

Primeiro: Marketing não é propaganda, é estratégia. A palavra marketing significa mercadologia, e é um conjunto de atividades que vão desde o processo de criação, passando pelo planejamento e desenvolvimento de produto ou serviço que satisfaçam a necessidade do consumidor. Luana Cloper, profissional de referência no assunto fala que: “se os fundamentos do marketing forem bem utilizados, vão guiar os negócios desde a concepção do produto até a reverberação pós-consumo. O papel do marketing não é mais apenas vender o que estava sendo produzido.” Marketing hoje é desde da pesquisa prévia para concepção do produto até o engajamento seu público alvo com a marca.

Hoje teremos uma live com Victor Lamenha, sócio da cervejaria Capunga falando sobre marketing para cervejarias

Nessa palestra vai ser discutido o cenário de mercado e os instrumentos de marketing disponíveis para o setor de cervejarias. Quem é o seu cliente? Quais canais e conteúdos são interessantes para ele? Como tudo isso se insere no cenário da pandemia?
O Victor além de ser sócio de uma das primeiras cervejarias de Pernambuco, é o diretor comercial e de marketing da cervejaria Capunga, formado em Administração e Marketing e pós graduando em Publicidade e Marketing Digital. Além de presidente da Associação Pernambucana de Cervejas Artesanais (APECERVA).
Inscrição: AQUI
Acesso: Youtube (o link será enviado após a inscrição)

Para mergulhar ainda mais nessa área se especializando, O Marketing Cervejeiro liberou o pré-lançamento do curso online Marketing de Cerveja!

Este curso do Marketing Cervejeiro foi pioneiro no Brasil e já formou 13 turmas pelo Brasil! Agora se lança para o digital, com um conteúdo super completo sobre Comunicação e Estratégia para Negócios Cervejeiros.

Serão 50 horas de aulas, sendo mais de 40h gravadas para você assistir no seu ritmo durante 6 meses. Além disso, todo mês terá um encontro online ao vivo para sanar dúvidas e atualizar sobre as mudanças do mercado, o que é ainda uma oportunidade de network nacional (A parte mais importante de todos os cursos cervejeiros que fiz na vida!).
Além de aprofundar seus conhecimentos sobre o mundo da cerveja artesanal, você vai conseguir compreender conceitos de marketing aplicados a este universo. Serão abordados assuntos como: posicionamento de marca e branding para te tornar mais competitivo no mercado. Além de técnicas aplicáveis de marketing digital, assim como relacionamento com a imprensa, criação de rótulo, inovação e remodelagem de negócio.
Eu tive uma experiência super legal no mesmo curso no modelo presencial lá em Porto Alegre conto um pouco da minha história com a escola nesse vídeo.

Essas fotos são um pouquinho do que rolou por lá. Foi um curso bem rico em idéias, vale super à pena!

Dá uma olhada nos professores!
Érica Barbosa (fundadora do Marketing Cervejeiro®️), Pedro Ribeiro (co-fundador da AcervA Carioca e gestor do brewpub Narreal), Luana Cloper (especialista em eventos cervejeiros e ex-diretora do Mondial de La Bière e Brasil Brau), Carlos Felipe (editor do portal Catalisi), Taiga Cazarine (jornalista e diretora de comunicação da ABRACERVA) e Léo Gil (sócio fundador e diretor de marketing da cervejaria Three Monkeys).

O pré-lançamento conta com 10% de desconto sobre o valor do lançamento oficial e agora pode ser parcelado em até 12x sem juros! Esse desconto vai durar poucos dias. Coooorrreeeee!!!!!!

Confira todas as informações e garanta sua inscrição: AQUI

Beijos marketeiros 🍻

Positive Vibe na Cerveja

Por Patrícia Sanches

A cerveja foi um divisor de águas na minha vida. Logo eu que vivia numa bolha social de pessoas com os mesmos valores e vivências parecidas; me deparei com uma diversidade de pensamentos, profissões, orientações políticas e sexuais, econômicas, religiosas (e sem religião), diferentes corpos e entendimentos sobre eles, diferentes gêneros e nem sempre respeito pelas especificações. Enfim, uma variedade sem tamanho. E aprender sobre tudo isso, de forma intensa, foi o maior ganho da cerveja pra mim.

A Confraria Maria Bonita Beer me salvou, me fez conhecer o mundo de verdade, em todas as suas nuances, cores e sabores. Porque ter acesso a visões diferentes da sua, te transforma! ❤

De 2009 pra cá, fiz muitas amizades, fizemos (mais de 100 mulheres) da Maria Bonita Beer um trabalho que alcançou algumas partes do país e se enraíza localmente com força, a cada ano. Com isso conseguimos impactar algumas garotas que hoje (trabalham, estudam, divulgam, fomentam cerveja). Pois, representatividade importa! E do mesmo jeito que os bônus vieram, alguns ônus também apareceram. Mas apesar de presentes (os ônus), eles não tem impacto significativo em quem somos e no que fazemos.

E o que eu quero falar com isso? 

“Para realizar uma ação positiva, devemos desenvolver aqui uma visão positiva.” – Dalai Lama

Temos presenciado algumas tretas cervejeiras nesse universo e a maioria delas é pautada em fazer o mal a alguém. As mais icônicas são as da Helles:  que consiste em notificar  judicialmente cervejarias que usem o estilo helles em seus rótulos e isso envolveu até o INPI; e a da cervejaria que não quer como clientes as pessoas que tem orientação sexual diferente das dos donos da cervejaria – o detalhe é que são caseiros, imagina se fossem registradas e com poder de marketing/influência.

Mas aí você pode pensar: ahhh mas é assim que eles ganham fama, são conhecidos.. é o marketing negativo que faz aparecer. Será? Será que é assim, sobre essa base de rancor que as coisas precisam acontecer?

PS: Essa frase não se aplica a situações de violência em que você esteja sendo vítima. Seja lá de qual tipo (psicológica, moral, física, sexual).

E se lembrarmos do case da cerveja manchinha? Diversas cervejarias do BRASIL se uniram para arrecadar fundos para a causa animal, em homenagem a um animalzinho que morreu de forma violenta. Ou do case Batom Vermelho (no qual a nossa confraria participou de forma importante) e que uniu cervejeiras do BRASIL para arrecadas fundos para a causa de proteção a mulher. Ou até mesmo da campanha local que estamos fazendo para arrecadas fundos para a nossa querida Regina (clique aqui para contribuir), que versa sobre vender camiseta, até mesmo fazer uma brassagem coletiva educativa para arrecadar fundos para o tratamento dela de câncer de mama – na causa do outubro rosa.

E mais uma vez, você pode se perguntar, o que eu quero falar com isso? 

Eu quero dizer, que a cerveja nasceu em vibe de união e não segregação. A cerveja sempre foi sobre estar junto e não estar só. Os grupos de cerveja que movimentaram o Brasil, tinha como pauta o compartilhamento, a colaboração. SEMPRE FOI ASSIM. E não há motivos para deixar de ser. A cerveja como hobby tem um poder incalculável. Mas a cerveja também é um negócio? Sim. E dos bons! Porém, não precisa ter impacto negativo. Não é pra ser assim.

“Depois de substituir pensamentos negativos por positivos, você começará a ter resultados positivos”.
– Willie Nelson

Tudo que a gente faz serve de exemplo. Não adianta ser o ativista da rede social, se quando você tem o poder nas suas mãos, você não faz a diferença. É muito mais sobre fazer, que falar! É muito mais sobre plantar sementes, do que colher as flores (pois este, é um caminho natural se você regou de forma certa). A cerveja e seu universo tão vasto e plural, precisa de bons sentimentos aliados a uma vibe positiva.

Façamos nosso trabalho, mas sem perder de vista quem somos e o impacto que causamos ou podemos causar no mundo. EMPATIA E BONS EXEMPLOS: é o que a cerveja precisa para inspirar, contribuir e compartilhar.

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

“O pensamento positivo é mais do que apenas um slogan. Isso muda a maneira como nos comportamos. E acredito firmemente que, quando sou positivo, não só me melhora, mas também melhora as pessoas ao meu redor. ”- Harvey Mackay

Ahhhhh e parabéns a ACERVA PERNAMBUCO que nos lembra todo ano, por meio da Hoptoberfest, que cerveja é abraço, compartilhamento e união. QUE FESTA, minhas amigas! Que festa! ❤

Que tenhamos uma boa semana. Um brinde a vibe positiva que reverbera dentro de nós e espalha para o mundo.

Visita à Cervejaria – Ateliê Wäls

❤ Por Nadhine França

Ateliê Wals

Ateliê Wäls é daqueles lugares incríveis que você não esquece. A arquitetura,  premiada como o melhor trabalho de arquitetura na categoria restaurantes – etapa América do Sul, Central e Caribe – do Prix Versailles 2018 reconhecido pela Unesco e pela União Internacional dos Arquitetos, é muito impressionante aos olhos. Possui uma vista incrível e suas curvas harmonizam perfeitamente com o relevo e pôr do sol local. Após descer pelo elevador, o espanto continua são 135.482 rolhas utilizadas na decoração, fazendo uma linda cortina que conjuga com a arquitetura.

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O Ateliê possui 21 torneiras das cervejas clássicas da Wäls à experimentos feitos na cervejaria. Fui recebida pelo cervejeiro da casa, o Célio Gutstein tem uma história muito ligada à cerveja, desde de criança acompanhava seu avô nas brassagens e fala com muito amor sobre o líquido sagrado. O desafio dele, hoje, é criar receitas cada vez mais inovadoras e levar o nome da Wäls para os melhores concursos. Ele me apresentou a maior e mais completa barrel room da América Latina, degustei algumas das novidades no tanque… foi uma experiência completa. ❤

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Além dos barris de madeira, ainda tem dornas, que são estruturas de madeira que por terem uma menor superfície de contato com o líquido, passam as características da madeira de forma mais suave.

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Degustar do tanque é mais gostoso né!

zwickel ou rabo de porco é essa saída colocada na torneira do fermentador para conseguir controlar com mais facilidade a saída da cerveja.

Pra quem quiser conhecer o sonho do José Felipe e Tiago Carneiro, que rodaram o mundo conhecendo cervejarias, o Ateliê da Wäls possui um visita guiada, nas quintas e sábados com agendamento pelo site. O Célio vai atender a todos com maior prazer.

 

Beijos de pão de queijo!

Gose: a volta do que não deveria ter ido!

❤ Por Thalita Cacho

Gose

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A cerveja sour invadiu o mercado brasileiro de cerveja artesanal com seus sabores ácidos e suas mil possibilidades de combinações. Confira abaixo tudo sobre Gose, um estilo histórico que mistura o ácido e o salgado e juntos formam uma cerveja fora da curva!

 

História

im31_gose_308x200A Gose tem uma história milenar originada na cidade de Goslar, no Centro-Norte da Alemanha. Lá passa o rio Gose, que deu origem ao nome da cidade e deste peculiar estilo de cerveja. A região de Goslar era um importante polo minerador alemão, tendo grandes reservas de cobre, zinco, chumbo, prata, e sal. E a água do rio Gose continha alto teor deste minerais, o que a deixava salgada. Sendo também um polo cervejeiro, a água do rio era utilizada para a produção de cerveja, que consequentemente ficava levemente salgada. Essa cerveja também era muito apreciada na cidade de Leipzig, e à medida que as reservas mineirais de Goslar foram se exaurindo, o pessoal de Leipzig começou a produzir cada vez mais este estilo de cerveja. Ela ficou tão popular por lá que a Gose passou a ser associada com a cidade desde então. É interessante ressaltar que os habitantes de Goslar consideram Gose, apenas a cerveja feita em sua cidade e a cerveja feita em Leipzig é chamada de Leipzig Gose.

Assim foi até a Segunda Guerra Mundial, quando o estilo Gose quase foi extinto, ressurgindo apenas após a reunificação da Alemanha no final dos anos 1980. Depois disso, além das cervejarias alemãs, também os americanos como os cervejeiros da Anderson Valley revitalizaram esta cerveja histórica. Originalmente, ela era uma cerveja de fermentação espontânea, mas hoje os cervejeiros conseguem produzir o mesmo resultado final usando uma combinação de levedura de alta fermentação e bactérias lácticas. A Gose é feita com mais de 50% de malte de trigo, e usa em sua receita coentro, sal e especiarias. O resultado é uma cerveja complexa, ácida e refrescante.
É um estilo que divide opiniões, mas que com certeza merece ser provado.

Aprendendo um pouco mais

A Escola Alemã
A escola cervejeira alemã foi influenciada por importantes fatos históricos como guerras e revoluções. A escola alemã sempre esteve na vanguarda em relação às tecnologias para produção de cerveja, incluindo as técnicas de baixa fermentação e isolamento de leveduras. Apesar dessa vanguarda, é uma escola tradicional, guiada pela Lei de Pureza Alemã ou Reinheitsgebot, que permitia apenas a adição de água, malte e lúpulo, e posteriormente a levedura como ingredientes. Essa Lei foi criada em 1516, por Guilherme IV, Duque da Baviera e continha uma série de orientações legais sujeitas, em caso de descumprimento, às punições previstas na Lei. A Lei de Pureza também foi a forma encontrada na época para garantir a qualidade da cerveja e evitar falsificações, mas também garantir a produção de alimentos, sendo o trigo destinado para a produção de farinha e seus derivados e a cevada para a produção de cerveja.

Outros marcos importantes foram o início da fabricação dos copos de vidro, onde o consumidor passou a dar mais importância ao aspecto visual da cerveja e a invenção do refrigerador. Com isso, aliado a expertise no isolamento de leveduras, as cervejas tipo lager, geralmente mais límpidas ganharam popularidade na Alemanha. A maioria das cervejarias ainda segue a Lei de Pureza.

Na Alemanha, é muito comum cada cidade ou vila ter a sua própria cervejaria, o que muitas vezes garante maior qualidade da cerveja. Entretanto, essa grande quantidade de produtores locais também gera uma forte rivalidade entre as regiões que, muitas vezes, são associadas aos estilos de cervejas produzidos.
De maneira geral, as cervejas alemãs possuem um caráter maltado, com lúpulos florais e amargor acentuado, com leveduras mais neutras, com exceção das cervejas de trigo, onde a levedura é predominante. No norte da Alemanha as cervejas são mais secas e lupuladas. Já no sul, elas apresentam um caráter mais maltado e encorpado.

Descrição do Estilo de Acordo com o BJCP 2015

  • Impressão Geral: Cerveja de trigo altamente carbonatada, ácida e frutada, com um carácter restrito de sal e coentro e baixo amargor. Muito refrescante, com sabores vivos e alta atenuação.
  • Aroma: Leve a moderado aroma de frutas de caroço moderada. Leve acidez, mas um pouco aguda. Aroma notável de coentro, o qual pode ter um cheiro característico de limonada e uma intensidade elevada a moderada. Um leve caráter de pão, de levedura como massa de pão fermentada sem cozinhar. A acidez e o coentro podem causar uma impressão brilhante e viva. Sal, se for significativo, pode ser percebido ligeiramente, com um caráter de brisa marinha ou somente como frescor em geral.
  • Aparência: Não filtrada, com uma turbidez moderada a plena. Cor amarelada. Espuma branca de altura moderada a alta, com definidas bolhas e boa retenção. Efervescente.
  • Sabor: Moderado a comedido, mas com acidez perceptível, como algumas gotas de limão no chá gelado. Moderado sabor de malte como massa ou pão. Leve a moderado caráter de frutas de caroço, frutas de sementes ou limões. Leve a moderado sabor de sal, até o limiar de percepção. O sal deve ser perceptível (particularmente no gosto inicial), mas não deve ter um sabor muito salgado. Baixo amargor, sem sabor de lúpulo. Final seco completamente atenuado com a acidez e sem os lúpulos no balanceamento com o malte. A acidez pode ser mais perceptível no final e, assim, melhorar a qualidade de refrescamento da cerveja. Acidez deve ser equilibrada e não se sobrepor (embora as versões históricas têm sido bastante acres).
  • Sensação de Boca: De alta a muito alta carbonatação, efervescente. Corpo médio-leve a médio-alto. O sal, se percebido, pode causar um leve formigamento, com uma qualidade de fazer água na boca. A levedura e o trigo podem dar-lhe um pouco de corpo, mas não deve ser um sensação pesada.

Harmonização

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Imagem: Clube do Malte

Uma cerveja complexa, ácida e refrescante como essa combina perfeitamente com alimentos leves como saladas, peixes, frutos do mar, queijos leves e leguminosas. Um Ceviche de frutos do mar e limão siciliano é ideal, pois a sensação de frescor do mar se complementa com o sabor ácido e salgado desta cerveja. Uma torta de Aspargos, Queijo de Cabra e a Gose se complementam de forma única, onde o toque de coentro e sal elevam a experiência e formam um conjunto fantástico.
Como pode se constatar, as Cervejas Gose são as mais antigas e seu resgate histórico tem sido uma renovação para o mercado cervejeiro, a leveza, sutileza e refrescância nos sabores desse estilo trazem inovação para a mesa e o copo do público e harmonizam perfeitamente com a sede de novidades! Um Brinde às Gose!

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Imagem: El Gose Beergarita – Craft Beering

Como Servir uma Gose

Em Leipzig, também é muito comum o consumo da Gose misturada com alguma outra bebida. As misturas mais tradicionais são xarope de framboesa, licor de cereja e suco de banana.
Para uma melhor apresentação e maior apreciação, uma Gose deve ser servida entre 5°C e 7°c em um copo do tipo Stange, Weizen ou Goblet.

 

Exemplos Comerciais:

  • Old Pro da Union Craft Brewing Company
  • Blood Orange Gose da Anderson Valley Brewing Company
  • Kirsch Gose da Victory Brewing Company
  • Hibiscus Gose da Boulevard Brewing Company
  • Otra Vez da Sierra Nevada Brewing Company
  • Brombeere Blackberry Gose da Odell Brewing Company
  • Verloren da Boston Beer Company
  • Jammer da SixPoint Brewery
  • CDB da Morada Cia Etílica
  • Twist & Sour Gose da Caatinga Rocks & Dádiva
  • Flip-Flops To Heaven da Narcose, Suricato Ales, 4 Island Brewing & Freigeist Bierkultur
  • Gose de Frutas da Bodoque Cervejaria
  • Gose Salva da Salva Craft Beer
  • Gose Himalaia da Cervejaria Biertal
  • Salicórnia da Lohn Bier
  • Félix Culpa da Dogma
  • Salar Uyuni Gose da Perro Libre
  • Tropical Gose da Way Beer
  • Ático da Cervejaria Tupiniquim
  • Moon Dance da Cervejaria Dádiva
  • Goiabinha da Suricato Ales
  • Margarita da Edge Brewing
  • Danke da Cevada Pura

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Essa é uma excelente cerveja para começar a fazer agora e degustar no Que malte pergunte 2020, que tem o tema: “QUE MALTE PERGUNTE, TEM CERVEJA NA FLORESTA?”. Quer saber mais sobre essa festa que agita a comunidade cervejeira em Pernambuco? Clica aqui. Já tem data, hora e local para acontecer.
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Por Thalita Freire Cacho



Sommelière de Cervejas e Técnica Cervejeira pelo Science
of Beer, World Beer Academy, Siec & Instituto Cervezas 
da América com Especialização em Harmonizações Cervejeiras 
e Mixologia com Cervejas pelo SENAC-SP; Mixologista e 
Bartender pela Cocktail Brasil,Associada da Acerva 
Potiguar-RN, Cervejeira Artesanal pelo Senai-RN, 
Coordenadora de Ensino da Science of Beer Institute em Recife-PE. 
Estudante da Universidade Unicesumar no Curso Superior 
de Tecnologia em Produção Cervejeira. Confreira da Maria Bonita Beer. 
Juíza Cervejeira em Concursos Nacionais e Internacionais. 
Atua como Sommelière de Cervejas e Bartender do 
Beerdock Recife em Boa Viagem.

 

 

A cerveja está gelando em homenagem a São João

❤ Por Lucy Cavalcante

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Eita chegou o São João, acende a fogueira do meu coração! Enfim a festa mais esperada do ano (depois do carnaval, é claro!). Seguindo o mesmo lema do samba, a pessoa que não gosta de forró, bom sujeito não é! Aquele rala bucho, aquele friozinho, o calor da fogueira, as comidas…ahhh as comidas típicas, sempre deixam todo mundo babando.
Então nada melhor do que juntar esse amor com outro amor, cervejas! ❤
Quem nunca foi numa festinha de São João e sentiu vontade de ter uma boa cerveja disponível pra acompanhar aquelas comidas maravilhoooosas?!

História

Antes de partirmos para as harmonizações, vamos aprender um pouco mais sobre nossa cultura nordestina/brasileira, saber quem são os protagonistas dessa festa que tanto adoramos. 🙂

Quem danado foi São João?

Na cultura popular brasileira, as festas juninas têm lugar especial, pois, além de valorizarem as tradições locais do país, também revelam muitos elementos históricos, religiosos e mitológicos curiosos, que passam despercebidos. Tais festas, como é sabido, seguem o calendário litúrgico da Igreja Católica, que, no processo de assimilação dos antigos cultos pagãos europeus – na transição da Idade Antiga para a Idade Média –, acabou por substituir os rituais dedicados aos deuses médio-orientais, gregos, romanos e nórdicos por festas dedicadas aos santos.

Havia, na segunda quinzena do mês de junho, quando ocorria o solstício de verão na Europa, o culto a deuses da natureza, das plantações, colheitas etc. Um desses deuses era Adônis, que, segundo o mito grego, foi disputado por Afrodite (deusa do amor) e Perséfone (deusa dos infernos). A disputa foi apaziguada por Zeus, que determinou que Adônis passaria metade do ano com Afrodite, no mundo superior, à luz do Sol, e a outra metade com Perséfone, no mundo inferior, nas trevas.

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Essa disputa entre deusas acabou sendo associada aos ciclos naturais da vegetação, que morre no inverno e renasce e vigora na primavera e verão. O culto a Adônis, cujo dia específico era 24 de junho, tinha por objetivo a celebração dessa renovação, da “boa-nova” do renascer da natureza. Essa ideia foi assimilada pelo cristianismo, que substituiu Adônis por São João Batista.

São João Batista, na tradição cristã, anunciou a “boa-nova” (boa notícia) da vinda do Cristo, filho de Deus, salvador da humanidade, que “renovaria todas as coisas”. Foi ele também que batizou Cristo no rio Jordão. Da história de São João, a cultura popular europeia retirou vários símbolos, que passaram a se mesclar com os tradicionais ritos de colheita remanescentes do culto a Adônis. Um dos símbolos mais importantes é a fogueira.

História da fogueira, que você gosta tanto de pular!

A fogueira, característica das festas de São João, tem seu fundamento na história do nascimento de João Batista. A fogueira era um sinal de Santa Isabel, mãe de São João, para Maria, mãe de Jesus. Abaixo segue uma sinopse da história, adaptada pela pesquisadora Lúcia Rangel:

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

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Nossa Senhora então perguntou:
— Como poderei saber do nascimento dessa criança?
— Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica.


(“A lenda do surgimento da fogueira de São João”. In: RANGEL, Lúcia H. V. Festas juninas, festas de São João: origens, tradições e história. São Paulo: Publishing Solutions, 2008. p. 35).

Olha o forrózin!

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No caso específico do Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 para 24 de junho foi trazida pelos jesuítas. Tal prática foi com o tempo associada a outras tradições populares, como o forrobodó africano (espécie de dança de arrasta-pé), que daria no forró nordestino, e a quadrilha caipira, que herdou elementos de bailes populares da Europa – palavras como “anarriê”, “alavantú” e “balancê”, por exemplo, são adaptações de termos de bailes populares da França.


Fonte: FERNANDES, Cláudio. “Origem da festa de São João”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/detalhes-festa-junina/origem-festa-sao-joao.htm. Acesso em 19 de junho de 2019.

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Como em boa parte do país, onde se comemoram as festas de São João, São Pedro e Santo Antônio, é inverno, as temperaturas mais baixas “pedem” cervejas mais alcoólicas e com mais corpo, que podem ser servidas entre 6 e 8 graus. A temperatura é um fator de extrema importância para o serviço e melhor aproveitamento da experiência cervejeira, acompanhada ou não de comida.

Salgados

  • Milho e Pipoca
    Podendo ser cozido, assado ou “estourado”, o milho combina bem com uma manteiga derretida, fica muito delícia! Pra acompanhar pode ser uma American Pale Ale (APA), Amber Ale ou uma Session India Pale Ale (Session IPA). Essas cervejas tem um teor de amargor considerável, ajudam na limpeza do palato, quebrando as gorduras.

Doces

  • Pamonha, Canjica, Munguzá, Bolo de Fubá, Brigadeiro de milho verde
    Reunindo as comidas de milho , onde prevalecem os doces residuais do milho e das adições de açúcares primários, cervejas mais escuras harmonizam bem, podendo ser: Bitter, California Common, Brown Ale, Baltic Porter, Dry Stout, Stout.
  • Pé de Moleque, Paçoca, Amendoim Doce, Bolo de Amendoim
    Comidas com adição de amendoim combinam bastante com cervejas com notas carameladas, produzindo um terceiro sabor interessante. Vale a pena degustar com: Dubbel, DoppelBock, Dark Strong Ale, Barleywine, imperial Stout.

Enfim, espero que vocês aproveitem bastante das dicas e antes de mais nada, se divirtam, comam, bebam e dancem muito forró!!! ❤

Xeros saracutiantes!

Berliner Weisse: da tradição à polêmica

xwine-spring.jpeg.pagespeed.ic_.-qfIMsE_N8Por Patrícia Sanches

Não é de hoje que as cervejas ácidas estão, literalmente, na boca do povo. Mas a Berliner Weisse tem história com gostinho de novidade. O BJCP (2015) descreve a B. Weisse, basicamente uma cerveja de trigo alemã muito clara, refrescante, de baixo teor alcoólico, com uma acidez láctica (e não funk) limpa e bem carbonatada. Vamos re-conhecer este estilo?

História

De acordo com o site sourbeerblog.com, as primeiras versões da Berliner Weisse foram influenciadas por um estilo da cerveja, onde o cervejeiro criou uma cerveja ácida à base de trigo em 1526. Com o tempo, o estilo evoluiu para uma cerveja de trigo, seca e bem carbonatada. Tanto é que existem registros que apontam que Napoleão Bonaparte mencionava a Berliner Weisse como o “Champagne do Norte”. Outra vertente, publicada pelo site do Beersmith, cita que a cerveja pode ter sido derivada das cervejas Flanders Red e Brown trazidas pelos huguenotes migratórios.

Porém, o estilo que estava “bombando” na Alemanha com intensidade no século 18, perdeu força bruscamente com a chegada das Lager claras. Foi aí que de uns 5 anos para cá, nos EUA, as cervejas ácidas ganharam força (com o movimento homebrew) e desde 2017 temos, no Brasil, uma explosão de Berliner Weisse.

A nova onda ácida no Brasil, foi extremamente impulsionada, a ponto de os sulistas criarem um movimento de valorização das frutas em cervejas ácidas e daí nasceu a Catharina Sour.

A polêmica da Catharina Sour está em ela ser uma Berliner Weisse adicionada de frutas, o que descaracterizaria o estilo original (malte de cevada, trigo, lúpulo e levedura). Já se ela fosse enquadrada como Fruit Beer, não caberia pelo simples motivo de que essa categoria/estilo não aceitar acidez.

Polêmicas à parte, o movimento tomou força no Brasil inteiro a ponto de o BJCP considerar como um possível estilo nas próximas atualizações do guia (atualmente está como estilo provisório).

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Técnicas de produção

Para desenharmos os principais pontos a serem evidenciados nas receitas precisamos saber:

  • Aparência: Cor palha a muito pálida. Limpidez varia entre transparente a um pouco turva. Espuma branca, volumosa e densa, mas com baixíssima retenção. Sempre efervescente.
  • Aroma: Pode apresentar um caráter moderadamente frutado (muitas vezes de limão ou maçã azeda). O frutado pode aumentar com o envelhecimento e pode desenvolver um leve caráter floral. Sem aroma de lúpulo. O trigo pode agregar notas de massa de pão nas versões mais frescas.
  • Sabor: Presença intensa de acidez láctica que promove a salivação. Em segundo plano poderíamos sentir massa de pão, grão ou casca de pão. O amargor de lúpulo é quase inexistente; a acidez promove equilíbrio. Final muito seco.

Para acidificar a Berliner Weisse, três possibilidades são as mais indicadas:

  • Uso de lactobacilos;
  • Usar grãos de malte para usar os lactobacilos presentes na casca;
  • Uso de ácido lático.

Sabendo disso, vamos as receitas:

Receitas

Receita da Agrária – Cervejeiro Alexander Weckl (100L) – adaptada sem fruta

  • Extrato Inicial: 1044
  • Extrato Final: 1010
  • ABV: 4,6%
  • Amargor: 5IBU
  • Cor: 8 EBC

6,8kg (40%) Malte Pilsen Agrária

6,8kg (40%) Malte de Trigo Claro Weyermann

1,7kg (10%) Crisp Trigo pré-gelatinizado

1,7kg (10%) Malte Munich Agrária

  1. Iniciar a mostura em 37°C (manter por 20min)
  2. Subir para 63°C (manter por 30 min)
  3. Subir para 72°C (manter por 20 min)
  4. Encerrar a mostura em 78°C

Kettle Sour

Sugiro o vídeo a seguir para aprendizado da técnica (clique aqui).

  • Clarificar o mosto por 15 min
  • Reduzir a temperatura para 30°C
  • Fazer uma cama de CO² (VER NO VÍDEO SUGERIDO)
  • Inocular o Wildbrew Sour Pitch (10g/hL)
  • Aguardar até pH 3,5 (pode levar mais de 24h)

Fervura e lupulagem

  • Ferver por 45min
  • 15min de fervura adicionar Huell Melon (6,6% a.a) e 2,5IBU (aproximadamente 25g)
  • Após Whirlpool, adicionar Huell Melon (6,6% a.a) e 2,5IBU (aproximadamente 50g)

Fermentação e maturação

  • Usar a levedura Lallemand Munich (80g/hL)
  • Inocular a levedura a 20°C e fermentar a 22°C até o final.
  • Maturação a 7°C por 5 dias e a 0°C por mais duas semanas.

Receita original: (clique aqui).

Para outras receitas de Berliner Weiss confira os sites:

Receitas do site Beersmith: (clique aqui).

Receita do canal Clawhammer Supply: (clique aqui).

Rótulos comerciais

Tradicionais:

  • Berliner Kindl Startseite – Berliner Kindl
  • To Øl LikeWeisse – To Øl

Não-tradicionais:

  • NasSour – Cervejaria Patt Lou (com amoras)
  • Perro Libre Sorachi Berliner – Perro Libre
  • Urbana Bola – Cervejaria Urbana (com goiaba)
  • Dieu du ciel solstice d’eté (Com framboesa)
  • Eviltwin ich bin ein berliner (com maracujá)
  • Lohn Celebration  (evelhecida em carvalho americano 12 meses e refermentada com bruxellensis)

Esta pode ser uma dica pra você fazer uma cerveja temática para o QMTP 2020!
Já conferiu o tema do ano que vem? Clica aqui para saber de tudo!

Então é isso! Beijos lupulados e acidificados (de preferência com frutas, mas pode ser sem também HAHAHAH).

 

 

Tecnologia Cervejeira

❤ Por Marias Bonitas

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Esse post vai pra quem quer se profissionalizar ainda mais no meio cervejeiro.

A Bräu Akademie está trazendo pra Recife o curso de Tecnologia Cervejeira! É um curso profissionalizante que tem como objetivo capacitar o aluno em a trabalhar em diversas áreas dentro de uma cervejaria. Se sua intenção é fazer cerveja em casa, vai poder levar sua qualidade a um estágio profissional.

Esse curso atende tanto o cervejeiro caseiro mais criterioso e que quer melhorar a qualidade da sua cerveja quanto o cervejeiro que quer abrir a sua micro cervejaria. A ênfase desse curso é produção. São 112 horas de curso em 7 finais de semana. Realizados aos sábados e domingos.

ATENÇÃO! Inscrições até 30/01 têm desconto

Se junte a essa turma de profissionais super capacitados. O público a que se destina é bem variado: vai do caseiro nerd ao dono de microcervejaria. Se você quer melhorar seus processos, é lá que você vai encontrar os detalhes minuciosos de um excelente processo cervejeiro.

formatura turma tc14 sp intensivo

Aprendendo com profissionais de dentro do mercado, super atuais, quem há de melhor.

Olha a lista de professores:

Chiara Rêgo Barros Engenheira Química graduada pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós-graduada em Biotecnologia e Bioprocessos pela Universidade Estadual de Maringá. Pós-graduada em Gestão da Qualidade e Produtividade pela Universidade de Pernambuco. Cervejeira Técnica pelo SENAI Vassouras com certificação Alemã pela Câmara de Indústria e Comércio da Baviera. Bier Sommelière pela ESCM/ Doemens Akademie. Experiência de 13 anos na área de cervejas, 11 deles como Cervejeira em duas grandes indústrias (Ambev e Brasil Kirin) sendo responsável pelo processo produtivo de Cervejas, desde o recebimento da matéria-prima até o produto filtrado, envolvendo produção, gestão de qualidade e produtividade, bem como treinamento e desenvolvimento de pessoas. Professora de Tecnologia Cervejeira pelo SENAI Pernambuco. Professora e consultora no Instituto Ceres de Educação Cervejeira.

Matheus Aredes, Formado mestre cervejeiro e mestre malteador pela VLB Berlim. Trabalhou em 2 cervejarias alemãs: Brew Baker Berlim e Bayerischer Bahnhof Leipzig, cervejaria na qual é produzida a mundialmente famosa Leipziger Gose. Se formou Mestre em Estilos e Avaliação Sensorial pela Siebel Chicago/EUA. Também cursou Fermentação Avançada e Práticas de Laboratório na White Labs em San Diego/EUA. Cursou Harmonização com Cerveja e Como Montar sua Cervejaria na Escola Superior de Cerveja e Malte em Blumenau/SC. Se tornou juiz pelo BJCP tendo experiência em julgamento e organização de concursos. Trabalhou como cervejeiro na Cervejaria Dortmund em Serra Negra/SP. Foi professor do curso  mestre cervejeiro na Escola Superior de Cerveja e Malte.  Lecionando Lúpulo e o módulo de Finalização (Filtração, Carbonatação, Envase e Estabilização). Suas atividades atuais são: prestar consultorias a micro cervejarias, dar aula pela Bräu Akademie e desenvolver projetos na área de lúpulo. Recentemente iniciou o estudo para criar um novo Modelo de Cálculo de Amargor, que é uma fórmula matemática onde estima o amargor da cerveja. Devido à importância do projeto, já participou de congressos internacionais onde palestrou ao lado de Stan Hieronymus (escritor do livro Hops), John Palmer (How to Brew), Charles Bamforth, John Mallett (livro Malte).

Gabriela Müller, Graduada em Farmácia pela Universidade de Caxias do Sul. Mestrado em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Doutorado em Bioquímica e Pós-doutorado em Biotecnologia e Biociências pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora da Escola Superior de Cerveja e Malte/SC nos cursos de Pós-graduação em Tecnologia Cervejeira e Mestre Cervejeiro nas disciplinas de microbiologia e bioquímica aplicadas a cerveja, fermentos, análises laboratoriais e controle de qualidade microbiológico. Possui experiência nas áreas de fermentação alcoólica, genética de leveduras e microbiologia aplicada a produção de cervejas. Produz cerveja em casa desde 2011. É diretora técnico-científica da ACervA Catarinense. Proprietária da empresa de fermentos líquidos e kits para controle de qualidade Levteck Tecnologia Viva em Florianópolis/SC.,

Fernanda Gabriela Fregonesi Biomédica com dupla habilitação em microbiologia e patologia clínica. Especializada em brewing microbiology pelo Siebel Institute Mestra em biotecnologia agroindustrial pela Universidade Positivo.Professora no curso de Gestão e tecnologia da cerveja pela Universidade Positivo. Fundou a Yeast Facts em 2013 onde ministras cursos e dá consultorias. Foi responsável pelo Controle de Qualidade da Cervejaria Dádiva.

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A Bräu é nossa parceira pro Que Malte Pergunte!

Mas não apenas por isso, estamos super ansiosas pra fazer esse curso! Quem vai? o/ Garanta já seu ingresso: clique aqui.

Beijos tecnológicos pra vcs!

Como Capturar ~Pokemóns~ Leveduras Selvagens

❤ Por Nadhine França

A levedura é um organismo unicelular amado por todos os cervejeiros raiz, devido à sua incrível habilidade de converter os açúcares em CO2 e álcool. Quer capturar leveduras? Sim! Você pode!  Mas a dica principal neste caso é a PACIÊNCIA. E tenha sempre em mente o tipo de cultura que você deseja capturar.

Fonte: fermentecnews

Como assim?

Existem as Culturas Puras e as Mista:

ISOLANDO CULTURAS PURAS ISOLANDO CULTURAS MISTAS
  • PREPARAÇÃO
  • CAPTURA
  • ISOLAMENTO
  • IDENTIFICAÇÃO
  • PROPAGAÇÃO
  • PREPARAÇÃO
  • CAPTURA
  • TESTES SENSORIAIS
 

Você deve escolher qual o tipo de levedura que deseja, se vão ser as amiguinhas Saccharomyces ou as temidas e amadas Brettanomyces… Ou alguns tipos de bactérias… Para isso é preciso conhecer o perfil que cada uma delas pode trazer na sua cerveja e as condições ideais para que elas se propaguem.

PREPARAÇÃO

A fase de preparação é igual para os dois tipos de cultura. Separe um mosto de maltose esterilizado e escolha o material de onde vai ser colhida a cultura de levedura selvagem, pode ser de frutas madura, casca de árvores, pólen de flores, de um ambiente, etc.

CAPTURA

A captura pode ser feita por diversos métodos:

  • Captura em potes do ambiente pode demorar bastante (afinal, é um pote solto num ambiente de possível fermentação, com um voal para proteger o mosto de organismos maiores indesejados). Lupular ou não o mosto, vai contribuir com o tipo de micro-organismo que irá proliferar no meio. Você vai esperar atenuar ou atingir a acidez que deseja… isso você só vai saber provando… mas cuidado.
  • Com as frutas, você pode deixar ela dentro do mosto ou remover depois de um tempo. É importante que a fruta tenha amassados que indiquem presença de micro-organismos para ajudar na fermentação.
  • Já com o cotonete esterilizado, você vai tirar a amostra de onde deseja com ele, seja da casca de uma fruta, raiz, casca de árvore, flor… colocar no mosto e aguardar a a proliferação.

Em todos os casos a cultura deve demorar de 30 a 50 dias para poder der usada. Se a captura foi feita para isolar cultura mista, aqui você já passa para os testes sensoriais para saber se você vai querer usar aquela cultura na sua cerveja. Caso deseje isolar um tipo específico… passe pra fase de isolamento.

Você sabia que a Levteck faz CONSULTORIAS e CURSOS sobre leveduras?

A Levteck Tecnologia Viva possui especialistas habilitados para realizar consultorias para implementação de laboratórios em cervejarias, criação de programas de controle de qualidade, pontos críticos de controle, elaboração de produtos, entre outras. Entre em contato conosco para saber mais.
Os cursos tem objetivo de expor de maneira mais aprofundada aspectos de vida, manutenção, propagação e armazenamento de leveduras utilizadas para fabricação de cerveja caseira, proporcionar a prática de manipulação e visualização de leveduras.

ISOLAMENTO

O ambiente para o isolamento, deve ser asséptico para não ter contaminação e independe do método de captura das leveduras. Existem meios de cultura específicos para bactérias ou leveduras.
Placas especiais para isolamento são usadas elas ajudam a identificar um determinado tipo de cepa

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Fonte: My Scientific Blog

IDENTIFICAÇÃO

É necessário verificar a morfologia da colônia para poder separar cada tipo de colônia, além de verificar produção de ácido. Leveduras normalmente se apresentam de forma circular, côncava, lisa, brilhante, branca.

PROPAGAÇÃO

Propagação é um assunto um pouquinho mais extenso… vou deixar uma opção de link AQUI.

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Imagem: Lamas Brew Shop

Fonte: Esse tutorial foi feito à partir da Palestra realizada por Gabi Muller, sócia proprietária da Levteck, empresa parceira do Que Malte Pergunte para HoptoberFest 2018 da Acerva PE, veja todos os slides AQUI.

A Levteck além de vender leveduras líquidas de altíssima qualidade, possui cepas de leveduras selvagens e bactérias e as tais placas para o isolamento podem ser adquiridas AQUI.

Que Malte Pergunte… tem cerveja pura aí?

Ahhhh e não esquece de comprar seu ingresso pro Que Malte Pergunte, os ingressos não dão pra quem quer… quem compra antes garante que participará da maior prévia de carnaval cervejeira de Pernambuco!

Obrigada a Levteck sempre parceira do Que Malte Pergunte. Lembrando que o PRIMEIRO LOTE ENCERRA DIA 15/01/2019. O Que Malte Pergunte, tem cerveja pura aí é uma festa que não dá pra perder. Escolha seu lado e garanta já seu ingresso: clique aqui.
Beijos fermentativos.

 

 

 

Como Fazer uma Cerveja Impura?

Por Nadhine França

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Cerveja Satan na loirasdebigodes

 

Vamos fazer cerveja com maldade…

O Edital pro “Que Malte Pergunte… tem cerveja pura aí?” saiu na semana passada AQUI.

E vocês viram que o contra ponto para as cervejas da Lei da Pureza são cervejas que tenham em sua composição, no mínimo 3 ingredientes a mais do que os permitidos nesta Lei.

Vamos falar um pouco sobre as possibilidades…

ADJUNTOS (amiláceos) milho, arroz, centeio, mandioca, sorgo, aveia, xarope de maltose

Imagem: Geday do Brasil

Fiquem atentos, pois os adjuntos fontes de amido, só podem ser diretamente adicionado ao malte quando sua temperatura de gelatinização for inferior àquelas utilizadas durante a mosturação da cerveja!!! Caso contrário é preciso fazer uma gelatinização prévia objetivando expô-lo às enzimas presentes no malte.

ESPECIARIAS canela, cravo, anis estrelado, baunilha, nibs de cacau, café, gengibre, pimenta, zimbro, camomila, erva-doce, semente de coentro…

Imagem: Tulsiindian Cuisine

Estas são algumas das possibilidades. A maioria dessas podem ser adicionadas no final da fervura,  prevenindo assim o risco de contaminação, em contrapartida, pode reduzir a contribuição de aroma e em alguns casos pode trazer adstringência. Outras especiarias podem se beneficiar mais em adições posteriores como durante o fim da fermentação, na maturação ou no envase onde a cerveja já vai está saturada de álcool e lúpulo, portanto o risco de contaminação permanece pequeno.

FRUTAS E VERDURAS Manga, Goiaba, Limão, Laranja, Acerola, Cajú, Cajá, Pêssego, Abacaxi, Carambola, Pepino, Tomarilho…

São infinitas as possibilidades. As frutas podem ser adicionadas in natura, polpa, suco, geléia, xarope… Também pode ser adicionada no fim da fervura, fermentação, maturação ou até mesmo no serviço, como é o caso de xaropes que são adicionados na Berliner Weisse tradicionalmente. O cuidado aqui é com o açúcar da fruta. Se você não contar com ele pode ter uma cerveja muito mais alcoólica do que o esperado ou até uma surpresa nada agradável na refermentação por exemplo, já vimos garrafas explodirem na mão na pessoa!

MADEIRAS carvalho francês, carvalho americano, amburana, sassafrás, jaqueira, castanheira, pinho…

Imagem: Chips de carvalho

Temos uma riqueza de madeiras incrível! Apesar do tempo curto ( estamos à 37 dias da festa!), é possível usar chips de madeira pra trazer uma certa complexidade. Chips podem ser colocados até no barril na cerveja já pronta. Normalmente embebidos em algum destilado, que vai além de dificultar a proliferação de algum agente contaminante, vai trazer as características da bebida pra sua cerveja também, caso não queira isso, opte por uma vodka.

 LACTOBACILLUS lambicus, buchneri, casei, brevis; E PEDIOCOCOS

Imagem: Fine Art America

Como as leveduras de cerveja, os lactobacilos metabolizam os açúcares como a principal fonte de energia, mas, no lugar de álcool (como as leveduras), produzem ácido lático. Embora seja indesejável na maioria das cervejas, existem alguns estilos de cerveja para os quais os lactobacilos ajudam a criar parte do sabor característico da cerveja. Estes incluem a maioria das cervejas belgas ácidas, como lambics, sours americanas e até mesmo a tradicional Berliner weisse.

O malte geralmente tem grandes populações de Lactobacillus nas cascas. Então, algumas cervejarias alemãs usam uma pequena quantidade de malte para inocular no mosto não fermentado afim de  acidificá-lo. Este mosto secundátio “azedo” pode então ser usado para a acidificação do mosto principal sem violar a Reinheitsgebot (Lei da Pureza Alemã).

Onde comprar? Cliquei aqui.

LACTOSE, MEL E CHOCOLATE Milkshake IPA? Stout Capuccino? Mel de laranjeira, chocolate Porter…

Imagem: Huff Post Brasil

Aqui você entra na zona das bebidas mistas, assim considerada a cerveja que leva produtos de origem animal, pela nossa legislação.

A lactose é um açúcar granulado fino, não fermentado pelas leveduras, que adiciona corpo e textura macia às cervejas.  A lactose proporciona apenas 1/6  da doçura da sacarose, que é o açúcar de mesa, por isso não é doce, mas definitivamente pode dominar se você colocar muito. Você pode adicionar entre 2 a 7% de lactose no final da fervura para resultados interessantes.

Já o mel é totalmente fermentescível e pode alterar bastante seu cálculo de graduação alcoólica. Você pode adicionar nem qualquer etapa desde a fervura, fermentação, maturação ou até mesmo no envase. Mas cuidado para evitar explosões de garrafas. E a pasteurização é recomendada para adições a partir da fermentação primária.

O sabor de chocolate você pode encontrar na forma de nibs ou extrato de cacau. Caso você queira adicionar o chocolate mesmo, saiba que ele leva gordura e portanto, pode estragar com sua espuma. Experimente a misturinha de nibs de cacau na fervura com extrato de fava de baunilha na maturação. Isso te dará o sabor quase que exato do chocolate ao leite. #FICADICA

CORREÇÃO DE ÁGUA Cálcio, Magnésio, Sulfato, Zinco e Cloretos

Imagem: Huff Post Brasil

Vão ajudar no perfil da sua cerveja. Uma água “dura” (Cálcio e Magnésio) normalmente é mais indicada para cervejas escuras, enquanto a água “mole” é indicada para a fabricação de cervejas claras. Zinco na quantidade certa vai fazer bem às leveduras, o sódio pode deixar sua cerveja salgada como o famoso estilo da região de Goslar.

BRETT

Eu sei, eu sei… não temos mais de um ano pra ter cerveja com aroma de estábulo… hehehe, mas vocês sabiam que a bretta é usada para fermentação da cerveja afim de deixar o perfil dela frutado (pêssego, manga e abacaxi) e de final seco? Sim! Temos cervejas fresquinhas com a temida Brettanomyces. Apesar da fama, a Bretta pode sim ser controlada mesmo em casa. O segredo é sanitização! Uma boa limpeza, na verdade é o segredo sempre!

Ajudei ou Atrapalhei? Agora ficou uma dúvida maior né?

OBS: Manga in natura e polpa de manga pasteurizada, vão trazer as mesmas características sensoriais pra sua cerveja…nada contra você usar se quiser… mas não vai contar como ingrediente extra pro QMTP. Caju e doce de caju contam sim como elementos diferentes, pois além de um perfil diferente, ainda tem diferença grande em relação ao açúcar.

Beijos brettados